sábado, 6 de agosto de 2011
31 / 03 / 2011Cientistas espanhóis produzem petróleo a partir de alga
Uma grande quantidade de tubos de oito metros de altura, perto de Alicante, no leste da Espanha, macera o que pode ser o combustível do amanhã: biopetróleo produzido com as microalgas que se alimentam do anídrido carbônico lançado por uma fábrica vizinha.
Cerca de 400 tubos de cor verde escura nos quais crescem milhões de microalgas estão localizados em uma planície dessa região do leste da Espanha, perto de um cemitério, que expele CO2, um gás que é capturado e levado por meio de tubulações até a pequena fábrica de biopetróleo.
Pesquisadores franceses e espanhóis da pequena empresa Bio Fuel Systems (BFS) desenvolvem há cinco anos este projeto, ainda experimental.
Pesquisadores usam fibras de frutas para produzir plástico superresistente
Cientistas brasileiros desenvolveram uma maneira de usar fibras frutas para fabricar plásticos automotivos mais resistentes e mais leves que os tradicionais. Frutas como banana e abacaxi podem ser usadas para produzir esse material reforçado, de forma similar à fibra de vidro ou de carbono.
As fibras usadas são chamadas nanocelulose e, segundo os cientistas, chegam a ser tão duras quanto o kevlar, material usado em coletes à prova de balas. Os plásticos de nanocelulose são mais leves, podendo reduzir o peso dos automóveis. A celulose das folhas e do caule do abacaxi é uma das mais promissoras para fazer esse processo, diz Alcides Leão, da Unesp, que liderou a pesquisa apresentada apresentada esta semana num encontro da Sociedade Americana de Química.
Para obter o nanofibras a partir das frutas, os cientistas colocam as folhas e talos de abacaxi ou outras plantas num equipamento parecido com uma panela de pressão. Em seguida, acrescentam alguns produtos químicos e aquecem a mistura em vários ciclos, produzindo um material fino parecido com talco.
O processo é caro, mas com um quilo de nanocelulose é possível produzir 100 quilos de plástico superforte, de acordo com os pesquisadores. Por enquanto, eles estão se concentrando na substituição de plásticos automotivos. No futuro, segundo Leão, seria possível até usar a tecnologia no lugar de aço e alumínio. (Fonte: Globo Natureza)
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